sábado, 9 de agosto de 2014

Ideologia do Consumo

Sérgio Telles
psicanalista e escritor
 
O que é uma ideologia? É um sistema de crenças no qual estão abordadas e resolvidas todas as grandes questões que angustiam uma determinada parcela da humanidade num certo período do tempo. Ela fornece explicações sobre o passado, organiza o presente e estabelece rotas para o futuro. Com facilidade, a ideologia pode transformar-se num programa político, traçando objetivos e prioridades a serem alcançados através de uma ação organizada. A ideologia permite que o poder seja exercido de forma discreta, acobertado por crenças que simultaneamente o disfarçam e legitimam. O exemplo padrão da ideologia é a religião, qualquer religião. Outros exemplos são os partidos políticos.
No século passado, tivemos duas expressões máximas de organização estatal ideológica, o nazismo e o stalinismo, que deram origem a várias cópias mais circunscritas e regionais.
Assim como não se pode conceber estes totalitarismos sem a propaganda política que divulgava sua ideologia monolítica, não se pode abordar a atual produção de bens do capitalismo sem a publicidade maciça que nos induz ao consumo.
A publicidade comercial é a herdeira direta da propaganda política-ideológica. Por isso mesmo, a publicidade veicula uma ideologia própria das democracias ocidentais regidas pelo capitalismo globalizado e pela ditadura dos mercados, que transcendem e subjugam as antigas soberanias nacionais – a ideologia do consumo.
Esta atual ideologia promete a felicidade através da aquisição de uma mercadoria. Diz ela: “Compre tal carro e você será feliz, demonstrando seu sucesso. Compre determinada marca de roupa e você será sexy e bem sucedido. Fume tal cigarro ou beba tal bebida e será um vencedor”.
A propaganda cria um mundo completamente distante da realidade. Nele não existe dor e sofrimento, não existe a morte. Existe apenas a possibilidade imediata de alcançar a felicidade, entendida como a posse de um determinado bem de consumo.
Além disso, a propaganda vende a ideia de um “direito” à felicidade. É uma sutil perversão de uma grande conquista política conseguida pela democracia. Como reza a Constituição Norte Americana, todos temos o direito de procurar a felicidade, o que não é o mesmo que o direito à felicidade. A diferença é fundamental. A procura da felicidade implica a idéia de liberdade política, a possibilidade de o cidadão fazer – dentro da lei - escolhas que lhe sejam convenientes de acordo com o seu desejo. Mas não se pode falar em direito à felicidade, pois isto implicaria no salto de uma categoria político-social para uma outra, situada em um outro campo, aquele do existencial, do desejo e da fantasia. Quem pode garantir um “direito” à felicidade, se esta é algo evanescente, impossível de generalizar por se configurar de forma singular e especifica para cada um? Por acaso, pode-se falar num “direito” de ser mais feliz, se a felicidade for entendida como ter uma outra dotação de inteligência, ter uma outra aparência, possuir uma outra cor de pele ou outra altura - para se dar alguns exemplos corriqueiros?
A resposta é negativa, pois a distribuição de dotes realizada pela natureza é totalmente aleatória, ao azar, não se submete a nenhuma norma do “direito”.
Entretanto, os avanços da tecnociência médica permitem realizar intervenções antes impensáveis no manejo do corpo humano, possibilitando mudanças no aspecto formal (cirurgias estéticas) e até mesmo no gênero sexual (cirurgias transexuais). É o que faz com que a ideologia do consumo se aproprie destes procedimentos médicos e os ofereça como uma novo bem a ser consumido.
Essa confusão entre direito a buscar a felicidade e direito a ser feliz tem duas consequências imediatas.
Uma delas é do âmbito do psicológico. Ela propicia a negação dos limites inevitáveis e irremediáveis que a realidade impõe a nossos desejos. Afinal, dentro do exemplo acima, haverá sempre pessoas mais inteligentes, mais bonitas, mais altas, do que outras. Ter de reconhecer, admitir e aceitar as diferenças entre o eu e o outro, um outro que poderá ser ou ter tudo aquilo que o eu deseja e não pode ter ou ser é o resultado de um longo e indispensável percurso a ser trilhado pelo ser humano na conquista do crescimento psíquico e emocional.
A outra consequência do embuste promovido pela publicidade é que ao prometer “direitos” impossíveis, ela propositadamente confunde a noção de direitos do cidadão com os direitos do consumidor.
A ideologia do consumo veiculada pela publicidade alimenta o narcisismo infantil existente em todos nós. Ela promete a felicidade e a realização de todas as nossas fantasias onipotentes de beleza, força, encanto, poder, charme sexual. Para tanto, basta comprar tal ou qual mercadoria.
Todos nós, ao vermos um anúncio de qualquer bem de consumo, com todas as promessas de beleza, felicidade, sucesso sexual, afetivo e profissional ao que teríamos acesso com sua aquisição, sabemos que aquilo é um logro, um engano, uma mentira. Mas, lá no fundo, uma parte de nós tende a acreditar, quer acreditar. É justamente aquela parte que se rebela contra os impedimentos e as limitações que a realidade nos impõe e quer restaurar o narcisismo onipotente perdido em nosso desenvolvimento. Ao nos constituirmos como sujeitos, tivemos de abdicar da fantasia de fazermos uma totalidade com a mãe, tivemos de aceitar nossa incompletude e construir, a partir dela, nossa existência.
É por isso que a publicidade comercial funciona. Ela, com grande habilidade, manipula nossos mais regressivos desejos inconscientes.
Sob este aspecto, a psicanálise e a publicidade estão em campos rigorosamente opostos. A psicanálise nos confronta com a falta, a incompletude, por saber que é somente a partir da abdicação do narcisismo e da onipotência que podemos crescer e viver plenamente. A publicidade faz o inverso. Alimenta a fantasia onipotente e narcisista de completude através da aquisição de bens de consumo.
Mas o que acontece quando as pessoas compram o objeto de seu desejo? Elas ficam mais felizes, como promete a publicidade?
Claro que não. Em primeiro lugar porque o desejo humano estará sempre insatisfeito, pois ele se baseia na restauração de uma impossível completude com o corpo da mãe, imagem de paraíso para sempre perdido. Por causa disso, quando se obtém aquilo que se deseja, o obtido imediatamente tende a se desvalorizar e a procura recomeça. De certa forma, a produção capitalista intui isso. Ao planejar a obsolescência de seus produtos, visa, por um lado, o lucro desmesurado; por outro, ao criar sucessivas versões de um mesmo objeto, atende não a critérios objetivos e racionais que deveriam reger a aquisição de bens necessários, mas à economia do desejo, da fantasia, da busca por um objeto, por definição, inalcançável.
De qualquer forma, seja pela própria estrutura do desejo que faz impossível sua satisfação, seja pelas promessas ilusórias da propaganda, o que ocorre após a compra é que, passada a euforia da aquisição, o consumidor se depara com uma grande decepção. Ele constata então que o objeto fetiche que adquirira não o deixa imune ao sofrimento, à dor e à angústia, elementos afetivos inalienáveis da condição humana.
Tal frustração pode descambar numa “depressão”. As aspas vão por conta do excessivo uso deste diagnóstico por parte de leigos e profissionais da saúde, a ponto de torná-lo o atual mal da sociedade. Essa “depressão” difere da efetiva depressão decorrente de perdas e dificuldades de elaborar o luto. Esta “depressão”, tão difundida hoje em dia, decorre do penoso reencontro do consumidor com a realidade (interna e externa), que se mantém inalterada, ao contrário do afirmavam as vãs promessas da publicidade.

(Este artigo foi publicado na revista “E” do Sesc-SP, agosto de 2008, no. 135)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aproveite a vida

Não gaste seu tempo com coisas supérfluas e que não te trarão nenhum benefício ou felicidade. Encontre sua felicidade e não demore muito tempo, pois a vida não dura uma eternidade . A seguir, ouça uma música da banda "Skillet - One Day too late" e repense suas atitudes.


Obs: a música pode ser levada para o lado prático ou sentimental XD
Fonte: Youtube

domingo, 27 de julho de 2014

Consequências

No vídeo a seguir da banda " Rise Against the Machine - Ready to Fall" demonstra claramente o que a nossa  sociedade de consumo excessivo tem feito com a natureza:



Fonte: Youtube

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM PARA O MUNDO MODERNO

A sociedade atual, possui como principal característica o CONSUMO. As pessoas se tornaram escravas do sistema em que estão inseridas, sendo que suas ações estão inteiramente voltadas para a obtenções de bens, visando com isso alcançar a tão sonhada felicidade, entretanto distanciam-se cada vez mais de tal sentimento.
Propagandas, slogans, símbolos e signos são alguns dos atrativos utilizados pelas grandes empresas para atraírem seus "servos" mas, de todas as estratégias a que vem predominando no sistema capitalista é a chamada OBSOLESCÊNCIA, que pode ser PLANEJADA, quando a vida útil do produto é reduzida propositalmente pelo fabricante; ou PERCEPTIVA, que leva o consumidor a descartar produtos que ainda são totalmente úteis, apenas porque ele "caiu em desuso". Tais estratégias combinadas garantem às grandes empresas lucros gigantescos.
A charge abaixo ilustra o poder de persuasão exercido pelas mídias em conjunto com as grandes marcas.
Fonte: Google Imagens

O vídeo abaixo nos leva a uma intensa reflexão acerca do consumismo, discutindo sobre a atuação do governo, da mídia, e transmitindo-nos dados interessantes:





Nessa era descartável, onde diariamente são descartadas toneladas e toneladas de lixo e extraídas grandes porções de recursos naturais, surgiu a preocupação com o meio ambiente, levando autoridades governamentais, ONG's e a própria sociedade a debater sobre o assunto. Uma alternativa encontrada para "poupar" um pouco a natureza dos contínuos danos sofridos é a reciclagem, que consiste no reaproveitamento de materiais já utilizados que servem como matéria prima para a fabricação de novos produtos.
As vantagens da reciclagem não se restringem apenas ao meio ambiente, mas também se estende para o meio social e econômico. Ambientalmente falando, ela reduz o acúmulo de resíduos e proporciona o uso racional dos recursos por meio do reaproveitamento. Socialmente, a reciclagem cria uma maior participação, conscientização e melhorias ambientais que envolvem e motivam toda a sociedade. No âmbito econômico temos injeção de recursos financeiros, redução de custos produtivos e criação de emprego, renda permanente, aquecimento e estímulos a outros mercados resultando numa melhor qualidade de vida.

O vídeo abaixo nos oferece uma série de dados, falando sobre os impactos do lixo na natureza e a importância da reciclagem:



   


O vídeo abaixo é um depoimento de um catador de lixo que fala sobre a importância e impacto social da reciclagem, que ajuda na reintegração de indivíduos até então "excluídos" da sociedade.



A importância da reciclagem é indiscutível, porém caso as grandes empresas estivessem verdadeiramente preocupadas com a situação ambiental, como exibem em seus anúncios, não seria melhor aumentar a vida útil de seus produtos? Pence bem, dobrar a vida útil de um produto significa reduzir pela metade o lixo e a poluição gerada na fabricação, reduzindo também a descartabilidade de tal produto.  
O mundo atual exige uma sociedade mais consciente e mobilizada a assumir uma postura mais atuante e propositiva, questionando seus comportamentos, produtos e serviços, exigindo a participação dos setores público e privado na formulação de políticas públicas sustentável desenvolvimentista com responsabilidade ambiental e inclusão social. 




VEJA AGORA ALGUMAS APLICAÇÕES DOS MATERIAIS RECICLÁVEIS:















































































FONTES:
Imagens: Google Imagens
Vídeos: You Tube
Texto:

REFERÊNCIA:
  • Reciclagem: Sua Importância e Impacto Econômico e Ambiental - Por: Rodrigo Ferreira; Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/reciclagem-sua-importancia-e-impacto-economico-e-ambiental/50722/




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Imposição de pensamentos...

A música a seguir da banda " Skillet - Freakshow" mostra que não devemos seguir um modelo imposto pela sociedade, pelas pessoas influentes, pelas MARCAS. Devemos decidir por nós mesmos como nos vestir, o que comer, onde frequentar, o que comprar. Somos seres racionais capazes de fazer o melhor  para o mundo ou trazer a ruína para o mesmo:



Obs.: Você pode ser considerado uma pessoa anormal ou louca por sair de um determinado padrão.
A letra da música pode ser encontrado no link abaixo:
 http://letras.mus.br/skillet/freakshow/traducao.html

Fonte: Youtube

Objetos quase ou totalmente inúteis...

Só para rir e curtir....

Se refresque duplamente.... Tome sua bebida e um banho!




Qual o propósito disto?!




Ok , a frente do carro está BEM visível....


Um pouco desajeitado, não?!


Em qual fechadura isto se encaixa?


Ao menos sua bebida ficará aquecida!


A água vai para....


Ótimo para testar sua velocidade!


Como se usa isso?!


Somente para ciclopes!


Fique elegante e ao mesmo tempo limpo!


Como fechar curto-circuito facilmente!


Prático... ou não!



Carregador de celular com biquine solar!!


Alguém sabe ler hierógrafos?


Mantenha seu sapato limpo e seco!


Realmente alguém criou isso?!


Usa-se energia mecânica ou elétrica?


Forminha de gelo em forma de dentadura... Um poco nojento não?!



Como se brinca com isso?



Nunca mais perca tempo procurando o controle remoto!


Ótimo para degustar iguarias....





Plástico bolha eterno...


Agora seu bebê sempre se sentirá acompanhado!




Onde é que ralamos....



Chega de água nos olhinhos...



Um lado fica mais pesado que outro....


Sinto que falta algo em algum lugar....



O trabalho fica bem cansativo não é?!



Pegar a taça com uma luva é BEM recomendável

Desajeitado, não?!



Amistoso ou bizarro?


Batom perfeito!


Chega de cabelos na comida!


Nunca mais você errará o colírio...


Não doí o dedo não?!


Ande pela casa e deixe tudo limpinho...


Aproveite a energia do seu filho!


Agora podemos cochilar sossegados...



Lenços à vontade!


Chega de orelhas vermelhas de frio!


Jamais perca seus brincos...


Hilário não?!

Fonte: Imagens - Google Imagens